O SOPRO DE DEUS – SINOPSE

 

                Yang é um jovem monge francês desiludido com a vida monástica e tentando se encontrar. Seu dia-a-dia se resume em ir buscar água a ser benzida numa fonte próxima à Abadia e cantar em louvor à Deus. Até que um dia, justamente na mesma fonte d’água, o monge encontra um estranho ancião que desperta dentro dele o desejo de “ir buscar” por algo que ele não conseguira encontrar dentro da vida reclusa, até então: sua luz interior. De repente, Yang sente dentro de si a necessidade de encontrar “algo mais” além dos muros da Abadia. Temeroso de que estivesse sendo tentado pelo demônio, pois jamais tivera pensamentos ou idéias de abandonar o Mosteiro, o jovem monge tem em sua cela uma visão extraordinária: seu Guia espiritual lhe dá forças e pede para que não tema nada. A partir disso, o monge vê, literalmente, as portas da Abadia se abrindo para ele. Durante nova ida à fonte, ele encontra a linda figura espiritual de uma jovem que se denominava “Esperança”. Aconselhado por ela, o monge abandona sua vida reclusa para ir em busca de algo que somente seu coração podia distinguir.

                Durante a caminhada, Yang descobre que sua jornada se dará em “sete dias e sete noites”. Desconhece a metáfora envolvendo este detalhe, pois setes dias serão sete mensageiros do bem e sete noites serão as sete vidas destruídas contadas a partir dos relatos de cada um dos enviados. Os primeiros para orientá-lo em sua busca e as histórias de suas vidas como pano de fundo a fim de dar exemplo de como uma má escolha pode significar o fim de um futuro antes promissor e envolvido em amor.

A partir disso, Yang, à medida que viaja, sem rumo, como “uma carta sem endereço”, encontra os mensageiros destinados a lhe transmitir sua mensagem, seja ela boa ou ruim. O primeiro mensageiro do bem representa o repúdio à Cobiça e ensina ao monge como ouvir a voz do coração. O segundo mensageiro do bem lhe revela a possibilidade de uma vida envôlta em Luxúria, esquecendo-se dos ensinamentos mais sublimes como o amor e o respeito ao próximo. O terceiro e o quarto mensageiros manifestam à Yang a possibilidade de uma vida envolvida em Ódio e Inveja, respectivamente. Com eles, o monge aprende a amar e desejar o bem ao seu semelhante e banir a fúria e o ciúme de dentro de seu coração. O quinto enviado alerta o monge sobre a questão da Avareza e ensina a importância da prática da caridade como bem maior capaz de anular este mau. O sexto mensageiro fala sobre o Orgulho e a capacidade da soberba em desviar o homem de um caminho iluminado. Finalmente, o sétimo enviado demonstra ao monge o mal que a Preguiça pode causar ao homem e os desvalores de uma vida de inércia. Ao fim dos sete relatos, onde cada mensageiro conta sua experiência particular de vida, o monge analisa sua própria existência e de que maneira está projetando seu amanhã. Entre uma jornada e outra, ocorre-lhe uma “tentação”, capaz de anular sua busca por completo.

Ao fim da sétima mensagem, Yang alcança o mar mediterrâneo, ao sul da França. Seu sonho era conhecer o oceano, vislumbrar sua majestade. E neste ambiente onde a brisa que vinha do mar refresca seu olhar, Yang reencontra a bela jovem que se apresentou à ele como a Esperança, que anuncia o fim de sua jornada. Ele descobre, igualmente, que cada mensageiro, na verdade, era uma personificação de si mesmo, uma forma de vida que ele, inevitavelmente, teria de viver se resolvesse seguir por qualquer um dos caminhos que o conduzisse à prática dos sete pecados capitais. Cada mensageiro, na verdade, seu Eu interior, manifestou-se diante dele para alertar sobre a necessidade de amar e de compreender o próximo.

Yang encontra sua luz e termina sua busca. Senta-se diante da imensidão do oceano e conclui que Deus manifesta-se das mas diversas formas: por meio de anjos, do arco-íris, de um mensageiro divino ou de flores, enfim, qualquer coisa poderia ser o sopro de Deus.

Até a brisa do mar...

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